Informações para Visitantes
Visitando Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém
Visitar a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém oferece uma experiência profunda, impregnada de séculos de história e tradição religiosa. A atmosfera é frequentemente preenchida pelo aroma do incenso e pelos sons dos cânticos, criando um ambiente profundamente espiritual. Os visitantes devem esperar encontrar uma mistura diversificada de peregrinos e fiéis locais, todos atraídos pelos locais sagrados sob os cuidados do Patriarcado. Exige-se vestimenta modesta, e o respeito aos costumes religiosos é essencial para uma visita significativa.
Destaques
- Presenciar a Divina Liturgia na Igreja do Santo Sepulcro.
- Explorar os antigos mosteiros e igrejas na Cidade Antiga.
- Vivenciar as ricas tradições do Cristianismo Ortodoxo Oriental.
O que Saber
- Exige-se vestimenta modesta ao visitar igrejas e mosteiros.
- A fotografia pode ser restrita em certas áreas.
- Prepare-se para multidões, especialmente durante os feriados religiosos.
Dicas para sua Visita
Vista-se com Modéstia
Garanta que seus ombros e joelhos estejam cobertos ao visitar locais sagrados.
Respeite os Costumes Locais
Esteja atento aos horários de oração e às cerimônias religiosas.
Planeje com Antecedência
Verifique os horários de funcionamento e as informações de acessibilidade antes de sua visita.
Sobre
A Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém, também conhecida como o Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém, ergue-se como um farol do Cristianismo Ortodoxo Oriental na Terra Santa. Como um dos patriarcados mais antigos da cristandade, suas raízes remontam às próprias origens do cristianismo, com sua fundação tradicionalmente ligada ao dia de Pentecostes. Essa profunda conexão histórica imbui a igreja de imensa importância espiritual para os cristãos ortodoxos em todo o mundo.
A sede principal do Patriarcado está localizada dentro da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, um local reverenciado como o cenário da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo. Isso coloca a Igreja Ortodoxa Grega no coração da peregrinação cristã e a torna guardiã de alguns dos espaços mais sagrados do cristianismo. A influência do Patriarcado estende-se para além de Jerusalém, abrangendo uma ampla área geográfica que inclui a Palestina, a Jordânia e Israel, onde atende a uma comunidade diversificada de cristãos ortodoxos.
Ao longo de sua longa e célebre história, a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém enfrentou inúmeros desafios, incluindo períodos de domínio estrangeiro, conflitos religiosos e convulsões políticas. Apesar dessas provações, a igreja perseverou, mantendo suas tradições, preservando seu patrimônio cultural e continuando a servir como um centro espiritual para seus fiéis. Sua presença contínua em Jerusalém é um testemunho da força duradoura e da resiliência do Cristianismo Ortodoxo na Terra Santa.
Galeria
Elementos Simbólicos
O exterior do templo apresenta entalhes intrincados, cada um rico em significado espiritual:
A Cruz
A Cruz Ortodoxa Grega, com todos os quatro braços de formato igual, é um símbolo central da fé cristã. Ela representa a crucificação de Jesus Cristo e sua subsequente ressurreição, significando a vitória sobre o pecado e a morte. A cruz é um lembrete do sacrifício feito pela salvação da humanidade e é um poderoso emblema da identidade cristã.
Ícones
Os ícones são uma característica central do culto ortodoxo, servindo como janelas para o céu e retratando Cristo, a Virgem Maria e os santos. Essas imagens sagradas não são meras representações artísticas, mas acredita-se que estejam impregnadas de graça divina, permitindo que os fiéis se conectem com o reino espiritual. Os ícones são venerados por meio de orações, beijos e acendimento de velas, promovendo um senso de comunhão com as figuras que retratam.
A Coroa do Imperador
O brasão de armas do Patriarcado Grego de Jerusalém apresenta a coroa do imperador no topo, simbolizando os laços históricos entre a igreja e o Império Bizantino. Esta coroa representa a autoridade e o prestígio que o Patriarcado possuía dentro do império, bem como seu papel contínuo como guardião das tradições e valores cristãos. É um lembrete do legado duradouro da igreja e de sua importância no contexto mais amplo do Cristianismo Ortodoxo.
Pomba
Uma pomba, frequentemente retratada segurando uma cruz no bico, representa o Espírito Santo e uma nova aliança no simbolismo cristão. A pomba é um símbolo de paz, pureza e orientação divina, representando a presença de Deus no mundo. Sua associação com o Espírito Santo significa o poder transformador da fé e a promessa de vida eterna por meio de Jesus Cristo.
Edícula
O emblema do Patriarcado Grego de Jerusalém apresenta a Edícula, a estrutura interna do Santo Sepulcro, que abriga o túmulo de Jesus Cristo. Este emblema representa o cerne da fé cristã, simbolizando a ressurreição de Jesus e la promessa de vida eterna. A Edícula é um espaço sagrado onde os peregrinos se reúnem para rezar e refletir sobre o significado do sacrifício de Cristo e seu triunfo sobre a morte.
Chi Rho
Este monograma das duas primeiras letras (X e P) da palavra grega para Cristo é um símbolo comum na arte e arquitetura cristãs. O Chi Rho representa o nome de Jesus Cristo e é um lembrete de sua presença no mundo. É frequentemente usado em conjunto com outros símbolos cristãos, como o Alfa e o Ômega, para transmitir a mensagem da divindade de Cristo e seu papel como salvador da humanidade.
Alfa e Ômega
Frequentemente usadas com o Chi Rho, essas letras indicam que Cristo é o princípio e o fim, o primeiro e o último. Esses símbolos representam a natureza eterna de Jesus Cristo e seu papel como criador e sustentador do universo. Eles são um lembrete do poder infinito de Deus e de seu amor inabalável pela humanidade.
Arquitetura Bizantina
O estilo arquitetônico de muitas igrejas ortodoxas gregas, incluindo elementos dentro da Igreja do Santo Sepulcro, reflete influências bizantinas. Caracterizado por cúpulas, arcos e mosaicos intrincados, este estilo cria uma sensação de grandiosidade e transcendência espiritual. O uso de cores ricas e imagens simbólicas aprimora a experiência de adoração e conecta os fiéis às tradições da Igreja Ortodoxa Oriental.
Curiosidades
O Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém é considerado a “Mãe de todas as Igrejas” porque a Igreja Cristã foi estabelecida em Jerusalém no dia de Pentecostes.
O Patriarcado é um dos cinco patriarcados originais do cristianismo, ao lado de Roma, Constantinopla, Alexandria e Antioquia.
A Igreja de Jerusalém foi elevada ao posto de Patriarcado em 451 d.C. no Concílio de Calcedônia.
A jurisdição do Patriarcado inclui os territórios da Palestina, Jordânia e Israel, servindo a uma comunidade diversificada de cristãos ortodoxos.
O Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém é o segundo maior proprietário de terras em Israel, depois do governo israelense, refletindo sua importância histórica e econômica.
A igreja celebra sua liturgia no antigo rito bizantino, com o grego koiné como língua sagrada, preservando tradições antigas.
A maioria dos cristãos ortodoxos sob o patriarcado são palestinos e jordanianos, refletindo a composição demográfica da região.
A Igreja Ortodoxa Grega compartilha o controle da Igreja do Santo Sepulcro com outras denominações cristãs, mantendo acordos que permaneceram praticamente inalterados por séculos.
O Patriarcado também inclui a Arquidiocese autônoma do Monte Sinai, lar do Mosteiro de Santa Catarina, o mosteiro ortodoxo sobrevivente mais antigo do mundo.
A Igreja Ortodoxa Grega enfrentou inúmeros desafios ao longo de sua história, incluindo invasões persas e islâmicas, o domínio dos cruzados e a governança otomana.
Perguntas Frequentes
O que é a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém?
A Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém é uma igreja autocéfala dentro da comunhão mais ampla do Cristianismo Ortodoxo Oriental, traçando sua fundação até o dia de Pentecostes. É um dos patriarcados mais antigos da cristandade e está sediada na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém.
Onde fica a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém?
A sede principal da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém está localizada dentro da Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Antiga de Jerusalém. A influência do Patriarcado estende-se para além de Jerusalém, abrangendo uma vasta área geográfica que inclui a Palestina, a Jordânia e Israel.
Quem é o atual Patriarca de Jerusalém?
O atual Patriarca de Jerusalém é Teófilo III, eleito em 2005 como o 141º Patriarca.
Qual é a importância da Igreja do Santo Sepulcro?
A Igreja do Santo Sepulcro é reverenciada como o local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, tornando-se um dos locais mais sagrados do Cristianismo. É um importante destino de peregrinação e um símbolo da fé cristã.
Quais são alguns dos desafios enfrentados pela Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém ao longo de sua história?
A Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém enfrentou inúmeros desafios, incluindo períodos de domínio estrangeiro, conflitos religiosos e agitação política. Esses desafios testaram a resiliência da igreja e sua capacidade de manter suas tradições e servir aos seus fiéis.
Qual é o código de vestimenta para visitar os locais sagrados sob o Patriarcado Ortodoxo Grego?
Exige-se vestimenta modesta ao visitar igrejas e mosteiros. Os visitantes devem garantir que seus ombros e joelhos estejam cobertos, por respeito aos costumes e tradições religiosas.
Histórias em Destaque
O Milagre do Fogo Sagrado
Every Holy Saturday
A cada ano, no Sábado Santo, véspera da Páscoa Ortodoxa, ocorre um evento notável na Igreja do Santo Sepulcro, conhecido como o Milagre do Fogo Sagrado. O Patriarca Ortodoxo Grego de Jerusalém entra no túmulo de Jesus e, após um período de oração, um fogo divino emana de seu interior, acendendo suas velas e espalhando-se por toda a igreja. Este fogo milagroso é visto como um símbolo da ressurreição de Cristo e um testemunho do poder duradouro da fé.
Peregrinos de todo o mundo reúnem-se para testemunhar este evento extraordinário, com suas velas prontas para serem acesas pelo Fogo Sagrado. A atmosfera é carregada de expectativa e reverência enquanto o Patriarca emerge do túmulo, carregando a chama sagrada. Diz-se que o fogo não queima por um curto período, permitindo que os fiéis o aproximem de seus rostos e mãos sem se ferirem, um testemunho adicional de sua origem divina.
O Milagre do Fogo Sagrado é uma experiência profundamente espiritual para os cristãos ortodoxos, reafirmando sua crença na ressurreição de Jesus Cristo e na promessa de vida eterna. É um lembrete do poder da fé para vencer as trevas e um símbolo de esperança para um mundo que necessita de cura e redenção. O evento é transmitido ao vivo para todo o mundo, permitindo que milhões compartilhem a alegria e o maravilhamento deste milagre anual.
Fonte: Greek Orthodox Patriarchate of Jerusalem
Os Custódios do Santo Sepulcro
Centuries of Tradition
Durante séculos, o Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém serviu como um dos principais custódios da Igreja do Santo Sepulcro, compartilhando a responsabilidade com outras denominações cristãs. Este papel envolve a manutenção dos espaços sagrados, a preservação dos artefatos históricos e a garantia do bom funcionamento da igreja para peregrinos e fiéis de todo o mundo. O compromisso do Patriarcado com esta tarefa é um testemunho de sua profunda reverência pelo local e de sua dedicação em servir à comunidade cristã.
O delicado equilíbrio de poder e responsabilidade entre as diferentes denominações exige constante negociação e cooperação. O acordo do Status Quo, estabelecido no século XVIII, rege os direitos e responsabilidades de cada grupo, garantindo que nenhuma denominação possa alterar unilateralmente os espaços compartilhados. Este acordo tem ajudado a manter a paz e a estabilidade dentro da igreja, permitindo que os peregrinos vivenciem o local sagrado sem interrupções.
O papel do Patriarcado Ortodoxo Grego como custódio do Santo Sepulcro não é apenas uma questão de administração, mas um dever sagrado. É um compromisso de preservar o legado de Jesus Cristo e de proporcionar um espaço onde os fiéis possam se conectar com o divino. A dedicação do Patriarcado a esta tarefa é um reflexo de sua fé profunda e de seu compromisso inabalável em servir à comunidade cristã na Terra Santa.
Fonte: Christian Information Center
A Restauração da Edícula
2016-2017
Em 2016, um grande projeto de restauração foi realizado para preservar a Edícula, a estrutura que abriga o túmulo de Jesus Cristo dentro da Igreja do Santo Sepulcro. A Edícula havia sofrido danos ao longo dos séculos devido a terremotos, incêndios e aos efeitos do tempo, ameaçando sua integridade estrutural. O projeto de restauração foi um esforço colaborativo envolvendo o Patriarcado Ortodoxo Grego, a Custódia Franciscana da Terra Santa e o Patriarcado Armênio, demonstrando um espírito de unidade e cooperação entre as diferentes denominações cristãs.
A restauração envolveu a desmontagem cuidadosa da Edícula, a limpeza e reparação das pedras e o reforço da estrutura com materiais modernos. O projeto também proporcionou uma oportunidade para estudar a história e a construção da Edícula, revelando novas perspectivas sobre o local sagrado. A restauração foi concluída em 2017, e a Edícula foi reaberta ao público, permitindo que os peregrinos visitassem novamente o túmulo de Jesus em um ambiente seguro.
A restauração da Edícula foi uma conquista significativa, não apenas pela preservação de um marco histórico, mas também pela demonstração de cooperação inter-religiosa. Foi um lembrete de que, apesar de suas diferenças, as denominações cristãs podem trabalhar juntas para proteger e preservar os locais sagrados que são importantes para todos os fiéis. A Edícula restaurada ergue-se como um símbolo de esperança e renovação, um testemunho do poder duradouro da fé e da importância de preservar nossa herança compartilhada.
Fonte: National Geographic
Cronologia
Fundação da Igreja
A igreja traça sua fundação até o dia de Pentecostes, marcando a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus Cristo em Jerusalém.
MarcoPrimeiro Concílio Apostólico
O primeiro Concílio Apostólico foi realizado em Jerusalém, abordando questões fundamentais na comunidade cristã primitiva.
EventoDestruição de Jerusalém
O imperador romano Tito capturou e destruiu Jerusalém, levando a comunidade cristã a se mudar para Pela.
EventoTemplo de Adriano
O imperador Adriano construiu um templo pagão sobre o Gólgota e o Santo Sepulcro, renomeando Jerusalém como Aelia Capitolina.
EventoConstrução da Igreja do Santo Sepulcro
Santa Helena, comissionada pelo imperador Constantino, o Grande, ergueu a Igreja da Ressurreição (Santo Sepulcro) em Jerusalém.
MarcoElevação a Patriarcado
A Igreja de Jerusalém foi promovida a patriarcado pelo 4º Concílio Ecumênico de Calcedônia.
MarcoInvasão Persa
A invasão persa foi uma catástrofe para a Igreja de Jerusalém, causando danos e perturbações significativas.
EventoInvasão Islâmica
A invasão islâmica encerrou a soberania bizantina sobre a cidade, trazendo uma nova era de governança.
EventoGrande Cisma
No Grande Cisma, o patriarca de Jerusalém juntou-se à Igreja Ortodoxa Oriental, solidificando sua identidade distinta.
EventoCaptura de Jerusalém pelos Cruzados
Os cruzados capturaram Jerusalém, expulsando o patriarca ortodoxo e estabelecendo uma hierarquia latina.
EventoRestauração de Saladino
Saladino restaurou os direitos da Igreja de Jerusalém, permitindo-lhe recuperar sua influência e autoridade.
EventoDomínio Otomano
A igreja esteve sob a autoridade do Império Otomano, navegando pelas complexidades da governança durante este período.
EventoAutonomia Monástica
O Patriarca Ecumênico declarou a comunidade monástica autônoma, concedendo-lhe maior independência e autogoverno.
EventoMovimento Ortodoxo Árabe
O Movimento Ortodoxo Árabe começou, buscando arabizar a hierarquia da igreja e promover uma maior representação para os membros árabes.
EventoPatriarca Diodoro I
Sob o Patriarca Diodoro I, o Patriarcado de Jerusalém tornou-se porta-voz das igrejas ortodoxas reservadas quanto ao ecumenismo.
EventoDeposição do Patriarca Irineu I
O Patriarca Irineu I foi deposto devido a transações imobiliárias controversas, levando a um período de incerteza e transição.
EventoEleção de Teófilo III
Teófilo III foi eleito como o 141º Patriarca de Jerusalém, inaugurando uma nova era de liderança e direção.
MarcoHistória por Década
Século I
Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.
A história da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém começa no século I com o estabelecimento da comunidade cristã em Jerusalém. A igreja traça sua fundação até o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos de Jesus Cristo. São Tiago, o irmão de Jesus, é considerado o primeiro bispo de Jerusalém, liderando a comunidade cristã primitiva na cidade. O primeiro Concílio Apostólico foi realizado em Jerusalém por volta de 49-52 d.C., abordando questões fundamentais na igreja primitiva.
Séculos II–IV
Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens!
Em 70 d.C., o imperador romano Tito capturou e destruiu Jerusalém, dispersando a comunidade cristã. Por volta de 135 d.C., o imperador Adriano construiu um templo pagão sobre o Gólgota e o Santo Sepulcro, renomeando Jerusalém como Aelia Capitolina. Apesar desses desafios, a comunidade cristã persistiu, mantendo sua fé e tradições. Uma nova era começou no século IV quando Santa Helena, comissionada pelo imperador Constantino, o Grande, ergueu a Igreja da Ressurreição (Santo Sepulcro) em Jerusalém, marcando um ponto de virada para o cristianismo na cidade.
Séculos V–VII
Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
O século V viu a Igreja de Jerusalém ser elevada ao posto de Patriarcado em 451 d.C. no Concílio de Calcedônia, solidificando sua posição como um dos principais centros do cristianismo. No entanto, a igreja enfrentou novos desafios no século VII com a invasão persa em 614, que causou danos e perturbações significativas. Isso foi seguido pela invasão islâmica em 638, que encerrou a soberania bizantina sobre a cidade e trouxe uma nova era de governança.
Séculos XI–XV
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.
O século XI marcou um ponto de virada significativo com o Grande Cisma em 1054, quando o patriarca de Jerusalém se juntou à Igreja Ortodoxa Oriental, solidificando sua identidade distinta. Em 1099, os cruzados capturaram Jerusalém, expulsando o patriarca ortodoxo e estabelecendo uma hierarquia latina. No entanto, em 1187, Saladino restaurou os direitos da Igreja de Jerusalém, permitindo-lhe recuperar sua influência e autoridade.
Séculos XVI–XIX
Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
De 1517 a 1917, a igreja esteve sob a autoridade do Império Otomano, navegando pelas complexidades da governança durante este período. Em 1575, o Patriarca Ecumênico declarou a comunidade monástica autônoma, concedendo-lhe maior independência e autogoverno. O século XIX viu o surgimento do Movimento Ortodoxo Árabe, que buscava arabizar a hierarquia da igreja e promover uma maior representação para os membros árabes.
Séculos XX–XXI
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Os séculos XX e XXI trouxeram novos desafios e oportunidades para a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém. Sob o Patriarca Diodoro I (1981–2000), o Patriarcado tornou-se porta-voz das igrejas ortodoxas reservadas quanto ao ecumenismo. Em 2001–2005, o Patriarca Irineu I foi deposto devido a transações imobiliárias controversas. Em 2005, Teófilo III foi eleito como o 141º Patriarca de Jerusalém, inaugurando uma nova era de liderança e direção.
Arquitetura e Instalações
A presença arquitetônica da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém é corporificada de forma mais significativa em seu controle e tutela de locais sagrados fundamentais, particularmente a Igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja não é definida por um único estilo arquitetônico, mas representa uma compilação de várias influências e modificações ao longo dos séculos, refletindo influências romanas, bizantinas, cruzadas e otomanas.
Materiais de Construção
Pedra
A Igreja do Santo Sepulcro é construída principalmente de pedra, refletindo os materiais de construção locais e a natureza duradoura da estrutura. A pedra foi obtida de várias pedreiras da região ao longo dos séculos, contribuindo para o caráter único do edifício.
Mármore
O mármore é amplamente utilizado no interior da Igreja, particularmente na Edícula e em outros espaços sagrados. O revestimento de mármore adiciona uma sensação de grandiosidade e reverência ao interior, aprimorando a experiência de adoração.
Madeira
A madeira é usada em portas, telhados e outros elementos estruturais dentro da Igreja. Os componentes de madeira foram substituídos e restaurados ao longo dos séculos, refletindo os esforços contínuos de manutenção e preservação.
Mosaicos
Mosaicos intrincados adornam as paredes e tetos da Igreja, retratando cenas bíblicas e santos. Esses mosaicos são uma marca registrada da arte bizantina e contribuem para o ambiente espiritual do interior.
Características Interiores
Anastasis (Rotunda)
A Anastasis, ou Rotunda, é o espaço central dentro da Igreja do Santo Sepulcro, abrigando a Edícula que guarda o túmulo de Jesus Cristo. Este espaço é um ponto focal de veneração e peregrinação, atraindo fiéis de todo o mundo.
Edícula
A Edícula é a estrutura interna do Santo Sepulcro, que abriga o túmulo de Jesus Cristo. Este espaço sagrado é o local mais reverenciado dentro da Igreja, simbolizando a ressurreição de Jesus e a promessa de vida eterna.
Catholicon Ortodoxo Grego
O Catholicon Ortodoxo Grego é um espaço central para adoração dentro da Igreja, usado para serviços litúrgicos e outras cerimônias religiosas. Este espaço é adornado com ícones, mosaicos e outros objetos sagrados, criando uma atmosfera espiritual.
Capelas e Oratórios
Várias capelas e oratórios representam diferentes tradições cristãs dentro da Igreja, refletindo a custódia compartilhada do local. Esses espaços são usados para orações privadas e reuniões religiosas menores.
Terrenos do Templo
Os terrenos que cercam a Igreja do Santo Sepulcro são limitados, dada a sua localização dentro da Cidade Antiga de Jerusalém. No entanto, os pátios e caminhos oferecem espaço para os peregrinos se reunirem e refletirem. Os edifícios e ruas circundantes contribuem para o contexto histórico e cultural do local.
Instalações Adicionais
A Igreja do Santo Sepulcro inclui várias instalações para peregrinos e visitantes, incluindo banheiros, centros de informação e lojas de presentes. Essas instalações são projetadas para aprimorar a experiência do visitante e fornecer suporte prático durante sua peregrinação.
Templos Semelhantes
Fontes e Pesquisa
Cada fato no Temples.org é respaldado por Fontes e Pesquisa verificadas. Cada informação é classificada por nível de fonte e confiança.
Ver Todas as Fontes (5)
| Campo | Fonte | Nível | Recuperado |
|---|---|---|---|
| About & Historical Background | Greek Orthodox Patriarchate of Jerusalem (abre em uma nova aba) | A | 2024-01-02 |
| Architectural Description | Madain Project (abre em uma nova aba) | B | 2024-01-02 |
| Architectural Description | Jewish Virtual Library (abre em uma nova aba) | B | 2024-01-02 |
| Interesting Facts | Pro Oriente (abre em uma nova aba) | B | 2024-01-02 |
| Interesting Facts | World Council of Churches (abre em uma nova aba) | A | 2024-01-02 |